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Matricula e Inscrição

por Mário Botelho, em 01.09.16

Estamos na 1ª quinzena de Setembro.

 

As colocações da 1ª fase do concurso nacional são disponibilizadas no site da DGES.

Pelo acesso M23 os candidatos colocados são notificados por email / sms.

A matricula é realizada, novamente, com uma deslocação à instituição onde o processo foi iniciado, nos serviços administrativos. Em algumas instituições, à deslocação pode anteceder-se o requerimento do preenchimento on-line de um formulário. Tais instruções serão também dadas por email / sms.

 

É este o derradeiro momento da Candidatura. A partir daqui começa a nova e tão ansiada etapa.

Bem-vindos ao Ensino Superior!

 

Um abraço,

 

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Candidatura à 1ª Fase Ensino Superior

por Mário Botelho, em 15.08.16

Concluídos com sucesso os três primeiros passos da Candidatura Maiores de 23 falta agora efectivar a candidatura ao Ensino Superior. Esta fase, pelo acesso Maiores de 23, respeita os prazos definidos para a candidatura de 1ª Fase do contingente geral. Prazo este que é variável anualmente, mas que por norma se situa na 2ª quinzena de Julho / 1ª quinzena de Agosto. Tal calendário pode ser consultado no site da DGES - Direcção Geral do Ensino Superior, na área concurso nacional.

 

Esta candidatura é efectuada pelo site da DGES para os alunos que entram pelo contingente geral . No entanto, para o acesso Maiores de 23 é feita directamente nos serviços administrativos da instituição escolhida.

 

Para uma estruturação de todo o processo ver aqui um exemplo dessa planificação por uma instituição de ensino superior pública - o ISCTE-IUL.

 

Um abraço,

 

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As provas escritas de Ingresso Maiores de 23 incidem sobre os conhecimentos que fazem parte dos Programas aprovados para o 12º ano do ensino secundário e visam avaliar a capacidade para a frequência de um curso de licenciatura/mestrado integrado. Dependendo da instituição a que te candidatas, ser-te-á apresentada uma prova multidisciplinar que apresenta um conjunto de exercícios de várias matérias cujos teus conhecimentos prévios sejam essenciais para o curso que escolheste, ou em alternativa uma prova baseada apenas numa disciplina.

 

Abaixo seguem exemplos destas provas, direcionadas para a frequência de cursos de Engenharia de várias instituições. Podendo ser observável a multidisciplinaridade das provas do ISEL e a utilização apenas do Programa de matemática do 12º ano por parte da FCT-UNL e ISCTE-IUL.

 

Exemplo de Prova de Ingresso Maiores de 23

 

Bom estudo!

 

Um abraço,

 

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Carta de motivação Maiores de 23 (com exemplo)

por Mário Botelho, em 03.03.16

Este é um dos aspectos que durante a preparação para apresentação da candidatura mais dúvidas encontrei espalhadas por fóruns e blogs quando buscava exactamente resposta às minhas.

 

A carta de motivação deve de forma geral focar os seguintes tópicos: as razões pelas quais desejas ingressar no ensino superior, as capacidades que entendes deter para a frequência do curso superior em que te desejas inscrever, em que medida é que este pode acrescentar maior valor aos conhecimentos já adquiridos e à evolução da tua vida profissional (caso a tenhas), e quais as aspirações profissionais no futuro.

 

Pessoalmente, e apesar de considerar a apresentação deste documento um pró-forma, encarei-o como o primeiro momento para demonstrar real interesse na candidatura ao Ensino Superior. Tenta criar um texto teu, que exprima o que de facto esta etapa significa para ti, exprime entrega e compromisso.

 

Abaixo segue como exemplo a carta de motivação que apresentei e que pode ser dividida, de forma facilmente identificável, em quatro partes: Declaração de Intenções; Demostração de conhecimento sobre o curso escolhido; Esplanação da origem da motivação e do timing da candidatura; Conclusão.

 

Exemplo Carta de Motivação Maiores de 23

 

Espero que auxilie na estruturação das vossas ideias!

 

Um abraço!

 

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Candidatura Maiores de 23

por Mário Botelho, em 01.03.16

Ensino Superior pelos Maiores de 23, a quem se destina?

A todos os candidatos que tenham 23 ou mais anos, ou que completem 23 anos até ao dia 31 de Dezembro do ano em que se candidatam, e não possuam habilitações para uma candidatura pelo contingente geral (escolaridade insuficiente, prova de ingresso em falta, etc.)

 

Se já decidiste que queres iniciar esta caminhada, se cumpres o requisito acima, se já sabes em que curso te queres inscrever e em que instituição o vais fazer, chegou a altura de iniciares a tua Candidatura (se não sabes, clica aqui).

 

 

Candidatura

 

A candidatura ao Ensino Superior pelo acesso Maiores de 23 passa por várias fases, a saber:

 

1ª Fase - Inscrição na Prova de Ingresso: este é o momento em que te diriges pela primeira vez à instituição (ou instituições, caso tenhas decidido candidatar-te a mais do que uma, o que é perfeitamente possível, não existe qualquer impedimento) que escolheste. Deves então aproveitar para dar uma vista de olhos nas instalações e sentires o ambiente, o espaço, visto que é lá que passarás os próximos anos. Para efectivares a candidatura terás de te fazer acompanhar da seguinte documentação, cópias e originais, datada e assinada e pagar um valor que ronda os 50/60€ em instituições públicas:

 

  • Fotocópia do Bilhete de Identidade ou Cartão de Cidadão;
  • Impresso de candidatura - fornecido e preenchido no momento;
  • Currículo escolar e profissional;
  • Certificado de Habilitações;
  • Comprovativos da experiência profissional desenvolvida e outros elementos que consideres relevantes para a avaliação da tua capacidade para frequência do curso de licenciatura a que te candidatas;

 

certas instituições exigem ainda:

 

 

2ª Fase - Realização da Prova: neste dia estarás numa sala com várias pessoas com o mesmo objectivo que tu. Verás pessoal engravatado, pessoal de calções e chinelos, e ver-te-ás a ti novamente com uma calculadora gráfica na mão, tal como eles, na esperança de alcançares mais que 9,5 valores. (Também este valor varia de instituição para instituição, sendo o espectro que conheço entre 8,5 e 10 para uma aprovação na prova).

 

3ª Fase - Entrevista: caso tenhas obtido classificação positiva na prova serás notificado para comparecer a uma entrevista com alguns docentes da universidade. Será uma entrevista apenas para te dares a conhecer um pouco, não serão testados quaisquer conhecimentos (relax).

 

4ª Fase - Candidatura ao Ensino Superior: Após tudo isto não é garantido ainda o teu ingresso no Ensino Superior. São emitidas vagas, um número restrito, para o acesso Maiores de 23. Terá a tua candidatura, no somatório prova + entrevista, que obter uma nota que te permita situar acima da nota dos de mais candidatos.

Usualmente, as vagas nunca são totalmente preenchidas por o número de alunos a obter classificação positiva na prova escrita ser estrito. Exemplo: 100 candidatos, 8 vagas, como apenas 5 dos 100 obtiveram aprovação à prova de ingresso, esses 5 entram naturalmente. Mas cuidado, se apenas abrissem 4 vagas um ficaria de fora apesar de nota positiva na prova... Não queiras ser esse, estuda e tira uma boa nota!

 

NOTA: A leitura deste e doutros posts que expressem mais do que opinião não dispensa de forma alguma a leitura dos regulamentos internos de cada institiuição.

 

Um abraço!

 

 

 

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Calendário Maiores de 23

por Mário Botelho, em 27.02.16

NOTA: Este calendário trata-se de um exemplo meramente demonstrativo do acesso Maiores de 23 2014/2015 do ISCTE-IUL. Não dispensa, de forma alguma, a consulta do calendário da instituição a que te candidatas.

 

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Vocação vs Empregabilidade

por Mário Botelho, em 18.02.16

Esta é daquelas questões em que quase toda a gente tem uma opinião. E mais do que uma opinião, uma opinião daquele tipo que nós portugueses usualmente damos sobre qualquer assunto - a opinião extrema, a opinião radical, a que esmaga numa frase todos os argumentos da outra parte.

 

Estamos perante uma discussão entre o naive: "Vai por aquilo que gostas, os bons têm sempre lugar!" e o ultra-racional falacioso: "Tenho tempo para me adaptar, e hei-de passar a gostar do curso, o importante no final é ter emprego."

 

Quem tem razão? Eu.

 

A verdade é que a vida em que te casas com uma fada, e vais trabalhar de pónei num emprego dos teus sonhos, não existe. Resta-nos portanto enumerar as nossas áreas de interesse (não é preciso hierarquizar, apenas enumerar) e nessas áreas verificar a empregabilidade, optar por um 'meio-termo', uma cedência que tenhas de fazer contigo próprio, caso não tenhas a sorte de te sentires atraído por uma área de maior empregabilidade no momento actual.

 

Pesquisar é essencial. No momento em que me informava sobre que opção deveria tomar li diversos conteúdos sobre o tema da empregabilidade. Fica aqui um artigo da revista VISÃO que apesar de ter sido escrito em 2012 permite tirar algumas ilações sobre as áreas com maior aceitação pelo mercado empregador.

 

É muito importante não tomarmos a decisão da escolha de um curso com base no ordenado que, em principio, os profissionais dessa área auferem. Lembrem-se, estão a concorrer ao Ensino Superior, não ao emprego. Terão pela frente 3 a 5 anos de estudo que serão, para os que vêm diretamente do secundário o prologar do período em que não têm independência financeira, e certamente os anos que mais sentirão essa necessidade. E para quem ingressa pelos maiores de 23, um período de maior contenção em comparação com os anos anteriores. A vontade de aprender e de nos superarmos deve ser, portanto, o grande móbil, não o dinheiro.

 

Um abraço!  

 

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Porquê agora? (A motivação e a falta dela...)

por Mário Botelho, em 04.02.16

Bom, isso é uma pergunta que só vocês poderão responder.

Porque motivo querem ingressar no ensino superior? E porquê agora?

 

No meu caso, a motivação surgiu como normalmente surge, devido a um conjunto de factores insatisfatórios que me empurram para uma decisão, eram então os principais:

 

  • estagnação a nível profissional - aqui falo de processo evolucional parado, desempenho de tarefas rotineiras já totalmente dominadas, até chegarmos à sensação de desaprendizagem negativa, algo a que costumo apelidar de "emburrecimento", o que estando eu num escritório era praticado por mim e diversos colegas passando a emburrecimento colectivo, que deveria ser punido com 3 a 5 anos de prisão efectiva;

 

  • vontade de aprender (qualquer coisa!) - está implicita esta vontade no ponto anterior;

 

  • ter vivido uma boa dose de experiências após o secundário - o não ingresso no ensino supeiror imediatamente após o ensino secundário, a par do ínicio da vida profissional, permitiu-me ter acesso a experiências que não poderia alcançar de outra forma. Não sei, até hoje, se conseguiria ter levado a cabo uma licenciatura cujo empenho para a sua concretização me estaria igualmente a privar de... viver.

 

Feito este resumo sumaríssimo sobre a motivação, passemos então ao momento em que as coisas deixam de depender apenas da nossa vontade.

 

Um abraço!

 

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Aluno externo no Ensino Superior

por Mário Botelho, em 17.01.16

O aluno externo, ou aluno em regime livre, é um aluno que frequenta unidades curriculares isoladas sem ter efectuado qualquer prova de ingresso. Este aluno vai frequentando as disciplinas até finalizar o grau a que se propõe, sendo que concluído terá de efetuar a prova de ingresso (exame nacional de português, matemática, etc.) requerida pela instituição de ensino superior e ainda pedir equivalência de todas as notas que teve para finalmente obter o grau de licenciado, mestre, doutor... Existem vários 'pormenores' que me fazem desaconselhar esta opção, são elas:

 

  • limite de inscrição por ECTS - ou seja, as instituições decidem em quantos créditos te poderás inscrever. No ensino superior a cada disciplina é atribuido um x número de créditos, sendo que o somatório desses créditos deverá realizar 180, para o grau de licenciado. A grande maioria das licenciaturas de 3 anos têm esses créditos divididos, aproximadamente 60 cada ano. Acontece que pelo limite de créditos para alunos em regime livre, caso a instituição estipule, por exemplo, em 30 o limite de ECTS / ano, o aluno demoraria necessariamente o dobro do tempo a realizar a mesma licenciatura; 

 

  • valores por disciplina ou ECT - os valores praticados fazem com que cursos leccionados em instituições públicas se assemelhem em despesa ao das privadas, pelo que se uma instituição privada ja ficaria de parte desde início devido a questões financeiras,  deve esta opção ser excluida por igual motivo; 

 

  • legislação - cada instituição tem autonomia para excercer tudo acima escrito e tudo mais como lhe apetecer,  o que pode ser muito bom ou muito mau.

 

Para além de que, não te deves esquecer,  a prova de ingresso terá mesmo de ser efectuada mais tarde ou mais cedo. Que é algo que te trará sempre uma boa carga desmotivante quando mais precisas do contrário. Vejo, portanto, esta opção de aluno externo no ensino superior como um colocar de carro à frente dos bois. E como costumo dizer: "Façam favor, os bois primeiro".

 

Sobre o Acesso Maiores de 23, em destaque neste espaço,  requisitos e pormenores sobre a candidatura aqui.

 

Um abraço!

 

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Entrar no ensino superior com o secundário incompleto? É possível, mas não será aconselhável a todos. E porquê? Porque existem duas formas de o fazer, que poderão tornar-se mais trabalhosas e até mesmo desmotivantes em caso de insucesso. Para já, se estás no secundário numa situação de dificuldade a uma ou duas disciplinas o meu conselho é: aplica-te no próximo ano. Um ano não é nada (a menos que sejas doente terminal, nesse caso um ano é bastante tempo até). Nesse ano poderás abordar matéria que ajudar-te-á futuramente para não falar no tempo livre que terás para fazeres tudo o que te apetecer.

 

Agora... para quem já teve a oportunidade de sentir nos dedos por mais do que uma vez o papel em que é impresso o exame nacional de matemática, e igualmente, essas tantas vezes, se deparou com aquele exercício em que, apesar da ajuda misericordiosa do GAVE (que até mudou de nome para IAVE) ditava que ainda não seria desta que acabarias o secundário:

 

 

É tempo de procurar outras possibilidades de continuar, outras formas de contornar o desmotivante exercício de estudar infinitamente a mesma matéria todos os anos. E as duas hipóteses são: inscrição como aluno externo ou inscrição pelo Acesso Maiores de 23.

 

Um abraço!

 

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